terça-feira, 7 de setembro de 2010
Medicamentos orais contra osteoporose podem aumentar risco de câncer de esôfago
Essa foi a conclusão de artigo recente publicado no British Medical Journal, uma das mais respeitadas revistas médicas do mundo.
Pacientes que usaram os medicamentos (conhecidos como bisfosfonatos) por mais que cinco anos tiveram duas vezes mais chances de desenvolver câncer de esôfago do que os que nunca utilizaram.
Medicamentos da classe dos bisfosfonatos ajudam a manter a estrutura e a mineralização óssea. Eles foram associados a inflamações no esôfago, azia e náusea. O risco do desenvolvimento do câncer de esôfago é baixo, no entanto, especialmente se os pacientes não forem tabagistas. Os médicos pesquisadores informaram que não é necessário que as pessoas que estão usando os bisfosfonatos parem de utilizá-los, mas que discutam com seu médico os riscos e benefícios do seu uso.
Veja o resumo do artigo (em inglês) aqui.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Associação de cisplatina à gemcitabina é importante para pacientes com câncer de vias biliares
O câncer de vias biliares é bastante conhecido por sua agressividade. Apesar de ser incomum, não se pode dizer que é uma neoplasia rara. Além disso, a mortalidade associada ao diagnóstico é bastante alta.
Quando o paciente apresenta doença metastática ou irressecável – que não é possível de ser retirada através de cirurgia – as opções de tratamento são bastante limitadas.
Até pouco tempo atrás, não havia estudos que demonstrassem claro benefício no uso de quimioterapia para o controle da doença. Assim, muitos pacientes recebiam apenas tratamentos sintomáticos, para tentar preservar a qualidade de vida. A indicação de tratamento quimioterápico era questionável, pois os efeitos colaterais do tratamento não são poucos. Quando os benefícios não são palpáveis, a relação malefício/benefício fica duvidosa ao paciente. O tempo médio de vida deste tipo de paciente sempre permaneceu por volta dos 6 a 8 meses.
No entanto, em 7 de abril deste ano foi publicado no The New England journal of medicine, uma das mais importantes revistas médicas do mundo, um estudo clínico envolvendo 410 pacientes de vários centros do mundo, que mudou um pouco nossa visão sobre a doença.
Os pacientes foram divididos em dois grupos, de forma aleatória. Um dos grupos, com 204 pacientes, recebeu quimioterapia com gemcitabina e cisplatina. O outro, com 206 pacientes, recebeu quimioterapia apenas com gemcitabina.
Sabe-se que a gemcitabina é pouco tóxica, e seus efeitos colaterais principais são hematológicos (anemia, queda do número de plaquetas, etc). E a cisplatina apresenta maiores riscos (náusea, vômitos, fraqueza, entre outros).
Mas os resultados desse estudo demonstraram que quem recebeu a quimioterapia mais agressiva (com cisplatina e gemcitabina) apresentou maiores taxas de controle da doença, e principalmente viveu mais tempo – tempo mediano de vida de aproximadamente 1 ano. Não parece muito (aproximadamente 4 meses de ganho), mas do ponto de vista estatístico é muito importante. A partir deste estudo, o novo tratamento padrão para este tipo de pacientes, quando possível, passa ser esta combinação de medicamentos.
Mais estudos devem ser feitos, para tentar aumentar as taxas de controle da doença, enquanto não há possibilidade de proporcionar chance de cura a estes pacientes.
Para ver a referência e o resumo original deste estudo, em inglês, clique aqui.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Tratamento individualizado contra o câncer
A FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) anunciou projeto internacional sequenciará centenas de genomas de cânceres. Dados ajudarão a compreender melhor a doença e a explicar por que determinado tratamento funciona para uma pessoa e não para outra.
Veja mais na reportagem da Agência FAPESP de notícias.

